Com praticamente metade das áreas de plantio de soja colhidas, as perspectivas são as melhores. Depois de amargar grandes perdas em 2020, principalmente pela falta de chuva, agora os produtores vão conseguir recuperar boa parte dos prejuízos.

O engenheiro agrônomo da Copérdia na região de Lages, Ricardo Luiz Zanchetta, diz que a produtividade está dentro do que é considerado normal, que é uma colheita de 45 a 60 sacas de soja por hectare. Segundo ele, até se fala em super safra, mas não é isso. Como a colheita passada foi muito ruim, 25 a 40 sacas por hectare, naturalmente que o comparativo agora é bem melhor. Afinal, em alguns casos chega ao dobro do volume.

Zanchetta comenta que os produtores que investiram no plantio de soja vão ganhar dinheiro. “Mesmo quem já tem contrato de R$ 80,00 a R$ 100,00 terá uma boa rentabilidade”, afirma. Sem contar na produção excedente que será comercializada pelo preço do dia, cerca de R$ 165,00 a saca.

O que se observa no Planalto Serrano é um crescimento considerável no cultivo da soja, principalmente pela valorização do preço. Zanchetta observa que muitas áreas que eram destinadas a outras atividades estão migrando para a soja. “A Copérdia considera isso positivo porque conseguimos crescer junto com os produtores”, destaca.

No Planalto Serrano a plantio da soja é mais tardio, em função da janela climática com maior possibilidade de geadas. A colheita iniciou em março e seguirá até meados de 20 de maio.

Safra do milho

A cigarrinha também prejudicou muito as lavouras de milho, que registram queda violenta na produtividade. Em áreas que se projetavam entre 180 e 190 sacas por hectare, está em 35 a 140, dependendo dos danos da praga.

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